Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 27/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a saúde inerente a todo cidadão brasilerio. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a conscientização social quanto à saúde masculina, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de informação sobre o câncer de próstata. Nesse sentido, a falta de políticas públicas perpetua negativamente no desenvolvimento do problema. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Lock, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos disfrutem de direitos indispensáveis, como a informação e conscientização do problema, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a questão cultural do machismo como um impulsionador à saúde masculina no Brasil. Segundo pesquisas, há uma grande mistificação no que se refere ao exame de toque retal, muito impotante para o diagnóstico do câncer de próstata. Isto é, com a cultura do machismo a preservação da doença se torna cada vez menor. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve desenvolver palestras em ambientes de trabalho e escolas com a presença de especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes socias com o objetivo de alcançar um maior público. Por fim, é preciso que campanhas virtuais sejam feitas para que a mistificação da doença diminua. Assim, a conscientização social quanto a saúde masculina melhoraria consideravelmente.