Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 07/01/2021

Novembro é o mês de conscientização e combate ao câncer de próstata, que é a segunda maior causa de mortes para indivíduos do sexo masculino. Porém, mesmo sendo um problema grave de saúde pública, existem diversos fatores sociais que geram resistência quanto a prevenção, diagnóstico e tratamento desta doença.

Primeiramente, dado o sistema patriarcal vigente na contemporaneidade, a figura masculina é apresentada como sinônimo de força, valentia e coragem. Por este ponto, parte da população é coagida a dispensar cenários que a coloque em situação de relativa fragilidade, como consultas médicas e o processo da quimioterapia, que, neste caso, descaracterizam os padrões de masculinidade reforçadas por expressoes como: “homem não chora” e “isso é coisa de mulher”.

Segundamente, outro fator que inibe a procura por um diagnóstico prévio é o preconceito referente a grupos homossexual. Por esclarecimento, certas religiões cristãs, maioria em número de adeptos no Brasil, difundem a ideia de que práticas homossexuais são abominação aos olhos de Deus. Com isso, há uma decadente e irracional, porém forte aversão a um dos procedimentos indicados para aferir a presença de anomalias na próstata, o exame de toque retal.

Portanto, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina no novembro azul, assim como em todo o ano, perpassa questões culturais e de preconceito seccionadas pela conjuntura de intolerância atual que persiste há gerações.