Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/01/2021
A Constituição Federal de 1988, garante a todos os cidadãos, o direito a saúde e ao bem-estar social. No entanto, tal plano teórico se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja vista que o câncer de próstata ainda acomete um parcela significativa da população masculina. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental em promover mecanismos de prevenção e o preconceito acerca do exame de toque são fatores que agravam essa situação. Logo, é essencial analisar as causas, consequências e estabelecer uma possível solução.
A princípio, é lícito destacar que o SUS(Sistema Único de Saúde) não funciona de forma assídua no combate dessa mazela. Essa conjuntura, vai contra o Contrato Social proposto pelo contratualista Jonh Locke de que cabe ao Estado fornecer medidas possam garantir o bem-estar da sociedade .Sob esse viés, é possível depreender que o homem tem sua saúde prejudicada em função da inação estatal, visto que a doença é combatida primordialmente por meio de mecanismos de prevenção que deveriam ser fornecidos pelos órgãos governamentais, mas não é oque acontece. Dessa maneira, a falta de acompanhamento médico agrava a situação, posto que o câncer pode evoluir para um quadro mais grave de neoplasia
Ademais, vale salientar que o preconceito enraizado na sociedade a cerca do exame de toque retal corrobora para a perpetuação dessa problemática. De acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que o cerca. Nessa perspectiva, é possível afirma que uma parcela considerável da sociedade ainda possui o estigma de que o exame de toque retira a masculinidade do homem e que é algo incomum e de origem promíscua. Dessa forma, a realização do exame de diagnóstico se torna um tabu.
Em síntese, faz-se necessário a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado .Desse modo, é dever do Estado mediante o Ministério da Saúde implementar políticas públicas que trabalhem na prevenção do câncer de próstata, por meio da criação de postos especializados na saúde masculina com a realização de consultas de exames preventivos, afim de prevenir a ocorrência de neoplasia. Além disso as escolas devem discutir sobre a importância do exame de toque retal na prevenção dessa doença, isso pode ser feito mediante palestras escolares, com o fito de atenuar o preconceito existente na sociedade. Somente assim, a sociedade poderá gozar dos direitos previstos na Carta Magna do Brasil