Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 08/01/2021
O câncer de próstata foi responsável pela morte de cerca de 15 mil brasileiros em 2019, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Diante de estatísticas como essa foi criado o Movember, adotado no Brasil como Novembro Azul, para conscientização desse e de outros problemas da saúde masculina. Porém, no país, grande parte dos homens não realizam os exames necessários devido aos traços de machismo e homofobia e à falta de uma cultura de exames de check-up.
Primeiramente, é evidente que o machismo e a homofobia, ainda, são fatores presentes na sociedade. Desse modo, alguns homens, que compartilham desses ideais retrógrados, enxergam na necessidade de uma consulta médica um símbolo de fraqueza e no exame de toque retal algo homossexual. Assim, consideram esses cuidados com a saúde como danosos à masculinidade, apesar de que as doenças, que deixam de prevenir ou tratar, possuem um potencial muito maior de danificar suas masculinidades.
Em segundo plano, é notável que grande parte dos cidadãos não possui uma cultura de check-ups. Pois, alguns brasileiros consideram consultas rotineiras como um desperdício de dinheiro e tempo, além de, dificilmente, coincidir com as horas em que não trabalham. Dessa maneira, buscam os hospitais apenas quando possuem quadros agudos de doenças, ocasionando prejuízos maiores.
Portanto, a mídia deve promover mais campanhas, utilizando de influenciadores símbolos da masculinidade, como jogadores de futebol, para quebrar o tabu sobre a saúde do homem. Ademais, o Ministério da Saúde, deve incentivar os cidadãos a fazerem exames de rotina, pela criação, juntamente ao Sistema Único de Saúde, de convocações para check-ups e visitas às famílias de baixas condições sociais.