Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 12/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se revelado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a conscientização social com relação à saúde masculina, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só a falta de conhecimento sobre o câncer de próstata, mas também ao preconceito dos mais velhos acerca do exame.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conhecimento sobre a doença. Nesse sentido, o despreparo da rede pública de saúde brasileira com relação a falta de debate sobre o câncer de próstata, faz com que muitos homens desconheçam o problema e como consequência não buscam a ajuda necessária aumentando assim as estatisticas de mortes no país. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a saúde.

Ademais, é fundamental apontar o preconceito criado pelos mais velhos acerca do exame de próstata como impulsionador do problema no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Cancêr (INC), 42 homens morrem diariamente em decorrência do câncer de próstata e aproximadamente 3 milhões vivem com a doença. Diante de tal exposto, essa barreira precisa ser quebrada e os exames e tratamentos precisam ser feitos a fim de ter uma vida longa e saudável.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde dirigir agentes de saúde às casas da população discutir sobre a doença, para dessa forma, fazer com que os homens não tenham medo de procurar tratamento. Contudo, cabe ao mesmo órgão fazer campanhas de conscientização através de propagandas televisivas, panfletagem, durante todo o ano, a fim de romper os preconceitos acerca do exame de próstata. Assim, se consolidará uma sociedade mais feliz e saudável, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.