Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 12/01/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante o direito à saúde e informação. Contudo, ainda no século XXI, o Brasil apresenta incapacidade de previnir os homens de doenças como o câncer de próstata e garantir a sua vitalidade. Dessa maneira, cabe apontar que a masculinidade frágil estagnada ao longo da história, junto à desinformação se concretizam como graves empecilhos à saúde masculina.
A princípio, é indispensável discutir acerca da falta de comprometimento do governo pela conscientização social. Em análogo, é precioso analisar a citação do chanceler alemão Bismark, “a política é a arte do possível”. Dessa maneira, fica explícito que o estado falha em cumprir com a função de proteger o seu povo de sua própria ignorância.
Em consequência dessa desinformação, o medo de receber notícias negativas nas consultas ou o machismo em ter seus orgãos sexuais tocados afastam muita gente dos cuidados médicos e dificulta um diagnóstico precoce. Para comprovar, de acordo com pesquisas realizadas em 2014 pelo instituto Data Popular, 96% dos entrevistados consideram o Brasil um país machista. Logo, para conscientizar o corpo social é inevitável desconstruir o ideal do patriarcado brasileiro.
Por conseguinte, é imprescindível que o governo ligado à mídia, principal meio comunicador do povo, desconstrua o imaginário estúpido dos homens quanto às consultas médicas, por intermédio da criação de projetos que esclaressa aos homens a importância médica e desestrutura o machismo, como a retratação de casos em novelas e debates em telejornais. Assim, será possível libertar o país das amarras mortais da falta de conhecimentos.