Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 13/01/2021

Com uma resistência psicológica baseada numa construção social histórica, hegemônica e de masculinidade heteronormativa, o câncer de próstata passa a ser a segunda maior causa de morte entre os homens, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Portanto, a saúde do homem precisa ser discutida e conscientizada, para transpor barreiras sociais que fazem com que os homens não procurem unidades de saúde para fazer exames que podem diminuir essa taxa de mortes.

Em primeira análise, vale salientar que os homens padecem mais de doenças severas e crônicas do que as mulheres, e a taxa de procura por serviços primários de saúde também e menor entre eles, conforme pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz. Isso mostra que eles deixam a saúde de lado, procurando por serviços de saúde somente em emergências, fazendo crescer os números de doenças como o câncer de próstata.

Ademais, a maneira como os meninos são educados faz criar uma geração de homens cada vez mais negligentes como o próprio bem-estar. Como mostrado pelo médico oncologista Drauzio Varella, grande parte dos homens não vão às consultas de rotina e não fazem exames de próstata, devido o Exame de Toque ser considerado anti-másculo, beirando a homossexualidade. Isso faz com que o preconceito seja maior do que a busca por uma saúde de qualidade, conduzindo os homens a 15 mil mortes por ano, devido a uma doença tratável quando descoberta de maneira precoce, de acordo com o INCA.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas de conscientização, fazer com que os homens procurem as unidades básicas de saúde de maneira rotineira e não sazonal, como a campanha do Novembro Azul. Dessa forma, será possível um contato maior dos indivíduos com os serviços de saúde, fazendo com que o câncer de próstata seja diagnosticado e tratado precocemente.