Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 16/01/2021
A “Alegoria da Caverna”, criada pelo filósofo grego Platão, consiste na tentativa de explicar a condição de ignorância humana, e o que seria necessário para atingir o verdadeiro “mundo real”. Nesse mesmo viés, é necessário romper com as “cavernas” e enfrentar os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, que é tratada em tabus e, em diversos momentos, prejudica a saúde dessa parcela social. Essa circunstância é agravada devido ao negligenciamento de consultas preventivas, o que gera um elevado índice de doenças que poderiam ser amenizadas.
Sob essa perspectiva, é preciso compreender que o descuido clínico entre os homens, em relação as mulheres, é muito alto e, muitas vezes, está interligado com o preconceito. Segundo o portal de notícias “G1”, a presença do machismo é uma das condições que mais impedem a busca por atendimentos periódicos entre os cidadãos do sexo masculino, principalmente por heranças históricas, visto que há a estereotipação de procedimentos médicos – por exemplo o exame de toque - como “potencial” influenciador na orientação sexual. Nesse contexto, é preciso propor, por intermédio da mídia, campanhas publicitárias que visem inibir esse ideal errôneo legitimado pela sociedade.
Consequentemente, há o aumento de patologias entre os senhores da sociedade. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) diferentes registros de tumores, poderiam ser curados se fossem identificados nas fases iniciais. Porém, com os resultados tardios e, em decorrência das manifestações clínicas (como efeitos colaterais do tratamento), os problemas psicológicos aumentam nos enfermos, o que agrava ainda mais esse cenário, como apontado por enfermeiros no site “UOL”. Jacques Bossuet, um prestigiado escritor francês, defendeu que a saúde é mais dependente das precauções que dos médicos, o que evidência a importância da consulta eletiva como medida preventiva. Nesse âmbito, é preciso incentivar à mudança de hábitos dessa população, de modo que seja possível atingir a qualidade de vida do homem.
Em suma, estratégias devem ser tomadas para a conscientização no que tange a saúde masculina. Logo, cabem as instituições de ensino em parceria com órgãos públicos, incentivar a valorização de buscas por especialistas da área da médica – agentes responsáveis em promover a higidez dos habitantes –, por meio de oficinas e debates com especialistas, com a finalidade de romper estereótipos machistas e, também, gerar o conhecimento da necessidade da prevenção. Ademais, o Ministério da Saúde deve disponibilizar mais investimentos para os hospitais, com o fito de elevar o número de profissionais qualificados para apoio dos doentes. Dessa forma, será possível combater as “cavernas” existentes na sociedade.