Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 21/02/2021

A relutância do sexo masculino em consultar médicos e fazer tratamentos corretos em frente as suas necessidades se desenvolveu a tempos. Não é sem razão o fato de que as maiores vítimas fatais do câncer, no Brasil, do sexo masculino, estão entre os idosos.

O que estrutura essa aversão é o famigerado machismo estrutural. O alvítri, imposto pela sociedade arcáica, de que os homens são seres superiores, imbatíveis, e de que precisam agir como tal. Ser visto enfermo pelo seu circulo social é uma vergonha, que é imposta aos homens pela sociedade. Ficar doente é estar, se sentir, fraco. Ser fraco é uma mácula. E não há lugar para essa moléstia no bruto masculino.

Não há como falar sobre a alta abstinência da medicina no ambiente masculino sem falar da masculinidade frágil. Quando se trata de um médico, entra em ponto os homens terem asco de serem tocados por outros homens de forma íntima, o que um médico precisa fazer durante um exame mais detalhado. Quando se trata de uma médica, o foco é o incomodo de ser visto em um momento de fragilidade por um ser que é apresentado a ele como inferior.

A quebra desse tabu não vai acontecer instantaneamente, assim como esse alvítri, de que o homem não pode se mostrar frágil, não se desenvolveu da noite para o dia. O que alivia e tráz esperança é que, atualmente, essa crendice tem sido abordado e discutido cada vez mais. As novas gerações, mesmo que gradualmente, adquirem, a consciência de que estar doente não significa ser fraco e que proucurar ajuda de um profissional não é motivo de vergonha.

Para que o índice de tratamento e recobro entre os homens aumente é preciso uma insistência assertiva através de campanhas, depoimentos. O Novembro Azul é um ótimo exemplo de campanha concientivista, mas é preciso que haja uma propagação ainda maior e impactante do movimento e não apenas em um mês entre doze deles. A utilização de ídulos e autoridades para a quebra desse escrúpulo seria de grande ajuda. É preciso uma discussão aberta e clara, para todos os sexos, de como o machismo em relação a saúde pode os privar de muito, inclusíve a vida.