Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 18/03/2021

O câncer de próstata é o tumor mais comum entre homens com mais de 50 anos. De acordo com estatísticas americanas, um em cada seis homens desenvolverá câncer de próstata no decorrer da vida. Isso ocorre por conta de raízes históricas e ideológicas que reforçam o preconceito contra a forma que o exame é feito, pois, muitos homens veem como algo que danifica a sua masculinidade e acabam optando por não fazer o procedimento o que leva a ter uma identificação tardia da doença aumentando cada vez mais a taxa de mortalidade. Desse modo, os desafios para a conscientização social dessa problemática merecem um olhar crítico de enfrentamento.

Primeiramente, é preciso salientar que o preconceito pelo exame é uma causa potencial do problema. Segundo Kant, os indivíduos necessitam de uma formação direcionada, para que os indivíduos se tornem seres esclarecidos. Diante disso, um garoto criado sob a mentalidade machista poderá sentir sua masculinidade fragilizada ao saber que o exame é feito pelo ânus, visto que o órgão foi socialmente sexualizado. Com isso o teste é deixado de lado e como o câncer de próstata é uma doença que não apresenta sintomas na sua fase inicial o problema fica cada vez mais difícil de curar, já que a identificação tardia diminui a chance de sobrevivência.

Em vista disso, o câncer de próstata é a causa de 28,6% das mortes da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. Além disso homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou com 50 sem estes fatores, devem ir ao urologista para realizar o exame de toque retal já que no Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata mostrando assim a negligência dos homens em relação a sua saúde. Diante desses dados é evidente a necessidade da realização de exames preventivos.