Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 19/03/2021
É fato que ainda hoje o preconceito e a falta de informação por parte dos homens faz com que eles se recusem a fazer procedimentos de rotina que identifiquem doenças masculinas, como o câncer de próstata. No Brasil, morrem diariamente 42 homens em decorrência do câncer de próstata, sendo ele o segundo que mais afeta a população masculina em nosso país, perdendo somente para o câncer de pele. Por conseguinte, quais medidas deveriam ser tomadas para que essa seja uma mazela passada em nosso país?
O movimento Novembro Azul tem o intuito de conscientizar e alertar a população, principalmente os homens, sobre a importância da prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Embora essa seja uma doença grave, cerca de 90% dos casos são curáveis, desde que o diagnóstico seja realizado precocemente. No entanto, há um grande obstáculo para que isso aconteça: o preconceito. A maioria dos homens não procuram um médico por temer o exame de toque retal, que, além do câncer, é importante para diagnosticar outros problemas anorretais e da próstata.
Afinal, o que é a próstata? A próstata é uma glândula importante no sistema reprodutor masculino, responsável por produzir uma secreção que compõe o sêmen e possui nutrientes para os espermatozoides sendo fundamental para garantir um ambiente adequado para os gametas masculinos. A próstata possui o tamanho aproximado de uma castanha e se localiza abaixo da bexiga, em frente ao reto. Parte da uretra é circundada por essa glândula, portanto, alterações em sua estrutura podem ser responsáveis por desencadear problemas na eliminação da urina. Essas alterações são identificadas no exame de toque retal pela posição que a próstata ocupa no corpo masculino.
De acordo com a pesquisa “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem”, realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) em parceria com VEJA SAÚDE em 2019, entre os 2405 brasileiros entrevistados, apenas 33% alegaram ir ao médico para consulta de rotina uma vez ao ano e 26% disseram que só o fazem quando se sentem mal.
Para que esse problema seja solucionado é indubitável que as pessoas entendam a importância de adquirir hábitos saudáveis, como praticar exercícios, ter uma boa alimentação, não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas e ter sempre acompanhamento médico. É primordial que haja também o apoio das famílias objetivando quebrar o tabu e o temor pelos procedimentos realizados e incentivando a busca por cuidados, acabando com a ideia ultrapassada de que se cuidar está relacionada a uma questão prioritariamente feminina e de que “isso não é coisa de homem”.