Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 18/03/2021

O Novembro Azul é uma campanha feita para conscientizar a população sobre o câncer de próstata, um tumor que surge na próstata do homem, uma das maiores causas de morte entre os homens. A campanha ressalta a importância dos exames de prevenção à doença que caso sejam realizados antes do desenvolvimento da mesma são facilmente controlados e eliminados do organismo do indivíduo. Um dos obstáculos enfrentados é a ignorância e “orgulho” do povo.

O câncer de próstata causa em média 42 vítimas diariamente e cerca de 3 milhões de pessoas convivem com a doença. Apesar do câncer atingir tantos homens, e da divulgação das informações dadas pela campanha do Novembro Azul, uma parcela da sociedade insiste em ignorar as recomendações de realizar exames preventivos à doença como o exame de toque retal. Ao invés de ser procurado para realizar a prevenção são muitas vezes driblados pelos homens por conta do exame ser procedido com a introdução do dedo indicador do urologista no anus do paciente.

O exame em questão tem a duração aproximadamente de um minuto, e não causa nenhum efeito negativo no organismo do paciente. O problema que faz com que o exame seja tão infame são os efeitos de uma sociedade machista desenvolvida pela homofobia e anexada à cultura do Brasil. O homem que faz o exame na maioria das situações é zoado na roda de amigos e pelas pessoas em sua volta pela ideia vulgar que é observada por olhares maliciosos.

Se tratando de um problema que já está tão inserido, não só no Brasil, mas em diversos outros países do mundo, o preconceito contra homossexuais e o machismo, uma forma de combatê-los é a partir do respeito e da educação feita pela família, nas escolas com aulas desde a educação infantil em relação à sexualidade e acima de tudo o respeito entre as pessoas. Essas aulas têm de ser providenciadas pelo ministério da educação para serem aplicadas nas escolas estaduais. Já dizia Pitágoras “Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.”