Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/03/2021
Em “A teoria de tudo”, o protagonista é diagnosticado com uma doença que afeta o sistema motor. Fora da ficção, o diagnóstico do personagem não é comum na atualidade visto que a saúde masculina é negligenciada e os homens são colocados como invencíveis. Desse modo, os desafios para a conscientização social dessa problemática merecem um olhar crítico de enfrentamento.
A princípio, é válido ressaltar o negligenciamento da saúde masculina. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticados mais de 60 mil casos recentes de câncer de próstata e aconteceram milhares de mortes por ano em decorrência da doença. A partir desse pressuposto, evidencia-se que esse desleixo com a própria saúde tem raízes culturais e a relutância muitas vezes está associada à ideia de que admitir a possibilidade de doença é uma “fraqueza” incompatível com a masculinidade. Isso faz com que as doenças nos homens sejam diagnosticadas mais tardiamente, acarretando pior prognóstico e encurtando a expectativa de vida.
Outrossim, é importante salientar a visão criada pela sociedade de que os homens são indestrutíveis. Conforme o livro “João de Ferro”, a imagem do homem deve ser modificada, desmistificando os seus papéis e acabando com o machismo. Assim, o preconceito que o livro tenta pôr fim contribui para a falta de incentivo quanto aos cuidados com suas saúdes por ser considerado frágil. Dessa maneira constata-se que o modelo hegemônico de masculinidade impede a sociedade de se informar corretamente.
Depreende-se, portanto, que a conscientização social quanto à saúde masculina seja uma realidade para a minimização do quadro. Nesse sentido, espera-se que o Ministério da Saúde informe a população sobre a importância da prevenção de doenças que afetam os cidadãos brasileiros por meio de campanhas publicitárias, como cartazes e propagandas televisivas, a fim de que a prevenção de possíveis enfermidades ocorra corretamente e com o acompanhamento necessário. Além disso, é imprescindível que a Instituição familiar eduque os jovens da próxima geração sobre a igualdade de gênero para que o pensamento arcaico seja dissolvido. Somente assim, agravamentos poderão ser evitados e será possível alcançar o desenvolvimento saudável da sociedade.