Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/04/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vivento, o pai do teatro português, tese uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI, demonstra as mesmas conotações no que tange os desafios para conscientização social quanto à saúde masculina. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma grave problema de contorns específicos, em virtude da própria familiar com iminência da lenta mudança da mentalidade social, que estigmatiza a realização do exame de prevenção do câncer de próstata.

Sob esse viés, pode-se apontar com empecilho a consolidação de uma soluçaõ, à base familiar. De acordo com o sociólogo Talcott Pasons, a família é uma máquina capaz de produzir personalidades humanas. Por essa óptica, a dificuldade dos homens de priorizarem a saúde e não se evergonharem frente a necessidade da realização de exames para a prevenção do câncer de próstata, apreseta-se como um pensamento passado de geração em geração, por se tratar de uma relutância que encontra-se intrínseca dentro dos lares e decorrente de uma longa linha do tempo, contituída de um sentimento de vergonha e atestamento da “masculinidade”.

Além disso, a problemática encontra fortalecimento em questões socioculturais. Pois, conforme Durkheim o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que algo que está embutido no seio familiar, encontra apoio pelo pensar coletivo social, uma vez que, se as pessoa crescem inseridas em um contexto social intolerante e opressor, que vê em um simples exame o questinamento da sexualidade de alguém, mesmo este sendo importante para a manutenção da sua própria saúde, o individuo o descartará por medo de serem julgados.

Portanto, para que a sociedade, principalmente os homens, alterem o cenário que impede os mesmos de lidarem de forma natural, com sua própria saúde, tais entraves precisam ser solucionados. É fundamental, portante, a criação de ações que popularizem o efeito que apoio familiar tem sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministérios da Cultura me parceiria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais desses orgãos, sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos individuos como seres singulares. E o apoio midiático é de suma eficácia, como já vem sendo, com alertas a necessidade de cuidado com a saúde masculina e da qebra de estigmas sociais enraizados. Só dessa maneira, o comportamento vicioso será superado.