Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 16/03/2021
Preconceito e conscientização social sobre a saúde masculina.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticados mais de 60 mil casos recentes de câncer de próstata e aconteceram milhares de mortes por ano em decorrência da doença no Brasil. Em síntese, os dados comprovam que essa falta de prevenção gera o diagnóstico tardio, acarretando o prognóstico negativo e posteriormente a morte do indivíduo. Destarte, a postura estatal frente a esse problema não pode ser aceita porque é inegável que a não-informação popular contribui para a persistência da falta de busca por profissionais da saúde pela escassez de notoriedade dada à saúde masculina, geralmente esquecida e pouco discutida.
Primeiramente, é preciso salientar que o preconceito pelo feito do exame é uma causa latente do problema. Segundo Kant, um indivíduo tem seu caráter formado pela educação que possuiu. Diante disso, um garoto criado sob a mentalidade machista poderá sentir sua masculinidade fragilizada ao saber que o exame é feio pelo ânus, visto que o órgão foi sexualizado socialmente.
Em segundo lugar, a falta de informação do câncer de próstata tende a não repercutir e são silenciadas com o tempo. Embora a criação da campanha “Novembro Azul” seja uma forma de conscientizar a população masculina sobre a doença, é notável que nos outros meses do ano o assunto retorna ao esquecimento.
Nesse sentido, espera-se que o Ministério da Saúde informe a população sobre a importância da prevenção de doenças que afetam os cidadãos brasileiros por meio de campanhas publicitárias, a fim de que a prevenção de possíveis enfermidades ocorra corretamente e com o acompanhamento necessário. Além disso, é imprescindível que a Instituição familiar eduque os jovens da próxima geração sobre a igualdade de gênero para que o pensamento arcaico seja dissolvido.