Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/03/2021
Segundo o médico e escritor brasileiro Lair Ribeiro “Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença.” Em paralelo, fica evidente que os homens brasileiros não dão o devido valor a própria saúde, tendo efeitos trágicos a longo prazo. Visto que, em 2016 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que os homens vivem cerca de 7,1 anos a menos que as mulheres. Seja pela insegurança em buscar ajuda, seja pelo excesso de vícios, os quais são mais frequentes em homens. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas para minimizar o problema da desvalorização da saúde do homem.
Atualmente, em um mundo tão recheado de expectativas e desejos inalcançáveis, é imprescindível que as pessoas não desenvolvam problemas como depressão e ansiedade, os quais tendo o diagnóstico precoce possuem uma resolução mais efetiva e positiva. Ademais, a expectativa sobre padrões cai sobre os homens de maneira análoga as mulheres. Outrossim, desde séculos passados há uma ‘super -expectativa’ relacionada a masculinidade dos homens estipulando o que devem sentir, e como devem se expressar, devido a isso os homens se retraem não procurando ajuda, dificultando o tratamento de doenças tanto físicas quanto mentais.
É evidente que, os homens consomem mais drogas lícitas se comparados as mulheres. De acordo com os dados da organização mundial da saúde (OMS), 5,6 % das mortes entre homens é provocada pelo álcool. Logo, os homens ficam mais expostos a utilização de drogas ilícitas, as quais podem gerar eventos adversos. Com tudo, o sexo masculino possui uma tendência perigosa em se envolver em brigas e a desenvolver doenças graves devido as consequências do consumo de drogas lícitas ou até ilícitas.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para minimizar o impasse. O ministério da saúde deve promover eventos de conscientização nas ruas, colocando cartazes e fazendo divulgações nas redes sociais sobre a importância da saúde do homem, com dicas de prevenção ao câncer de próstata e incentivo ao exame regular. É necessário também que o MEC faça a promoção de eventos nas escolas, através de profissionais como terapeutas e psicólogos, reforçando a importância da saúde do homem, e sobre a valorização da saúde mental, e da expressão de sentimentos, visando desmistificar a masculinidade dos homens, tornando o assunto natural. Logo, tais medidas buscam a precaução dos homens contra doenças evitáveis e a valorização da sua saúde própria.