Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/03/2021
Descuido com a higiene pessoal, pouca importância quanto à métodos mais saudáveis de alimentação e resistência à exames corpóreos, essas características são comuns à grande parcela masculina da sociedade brasileira. Muitos problemas de saúde dos homens são consequentes da masculinidade frágil, sendo muito necessárias as campanhas de conscientização. Tendo em vista que isso é um problema desnecessário, devemos saber suas correlações e consequências.
Em primeira análise, é necessário conhecer a correlação entre masculinidade fragilizada e autocuidado. O patriarcado impõe sobre os homens a necessidade de se mostrarem sempre fortes, fisicamente, perante a tudo e todos, gerando assim uma fragilidade nas ações que podem sair desse padrão imposto com muita facilidade. Sendo assim, autocuidado, com a aparência, com os pertences e com a saúde, são julgados fora desse padrão, o que faz com que homens evitem dar muita atenção à própria saúde. Portanto, a morte de homens por doenças facilmente evitadas por meio de exames são consequências dessa antiga padronização sem sentido do que é o masculino.
Em segundo plano, devemos saber as consequências sociais da falta de cuidado com a saúde. Um bom exemplo seria os dados sobre o câncer de próstata, afirmado pela Instituto Nacional Contra o Câncer, INCA, como o segundo câncer mais comum entre os homens e que está presente em um a cada seis indivíduos masculinos. o câncer de próstata pode ser evitado por meio de exames de sangue e de toque extremamente necessários, pois a doença apenas apresenta sintomas em estágio avançado, todavia são evitados, em principal o exame de toque por necessitar de toque anal. Outro exemplo são as doenças sexualmente transmissíveis, comuns entre homens, pela falta do uso de camisinha, também evitada devido à masculinidade frágil. Sendo necessária a conscientização em ambos os exemplos citados, há anos já feita sem surtir efeito final.
Por fim, concluímos que a maior parte das doenças contraídas e transmitidas que envolvam indivíduos masculinos, são vindas de uma estrutura patriarcal extremamente frágil, sendo necessárias intervenções. A conscientização que já é feita, por meio de palestras, propagandas, entre outros meios visuais, já surte pequenos efeitos, e maior frequência das mesmas feitas pela mídia, podem surtir mais efeito. Além disso, a desconstrução dos padrões impostos sobre os homens, também por formas audiovisuais, feitas por profissionais, e praticada nas escolas desde cedo, podem contribuir para gerações de homens mais conscientes e saudáveis.