Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 25/03/2021
A crença na visão do homem como um ser forte e viril, colocando qualquer adjetivo oposto a isso como caracteristica feminina e sinônimo de fraqueza, já era disseminado na sociedade desde seus primórdios. Na contemporanidade, isso se reflete no constrangimento ao qual os cidadões do sexo masculino sentem em precisar e procurar orientação médica, principalmente se tratando de um profissional urologista, pois o mesmo é interpretado como motivo de invirilidade e fragilidade, esse pensamento juntamente com a falta de informação, contribuem para a não procura por consultas, e acarreta incontáveis consequências.
Inicialmente pode-se observar a masculinidade tóxica já enraizada e propagada de geração em geração, a pauta saúde masculina se torna um tabu, e o medo de julgamento faz-se presente. Na série americana de televisão ´´Sex Education´´ nos é apresentado a história de um pai que passa para seu filho durante a infância, suas convicções a respeito do que é considerado ser homem, quando mais velho, o garoto repassa o mesmo conceito para seus colégas de escola. O que também acontece na vida real, uma vez ensinado a um rapaz durante a criação, a como se portar, e que certos comportamentos o tornam menos másculo, o mesmo reproduzirá essa idéia futuramente.
Dados segundo o Inca ( Instituto Nacional de Câncer) mostram que aproximadamente 3 milhões de homens vivem com câncer de prostata, porém uma parte não sabe e só descobre em um estágio mais avançado da doença, o que dificulta o tratamento e em alguns casos leva a óbito. Quando os primeiros sintomas aparecem alguns optam por não procurar auxilio, por conta da propalação do pensamento ´´só acha algo quem procura´´, o que só demonstra a ausência de conhecimento acerca do assunto, já que diagnosticado cedo, são grandes as chances de cura.
Cabe, portanto, ao ministério da educação, em parceria com as escolas, promover palestras e organizar oficinas sobre saúde masculina e câncer de prostata, com alunos desde o infantil até o ensino médio, instruindo, informando, e conscientizando, com o intuito de futuramente se tornarem jovens adultos prevenidos. Em adição, cabe também ao governo, juntamente com a mídia, criar campanhas educativas, através da televião e midias sociais, alcançando assim diversos publicos e maior número de pessoas.