Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 08/04/2021

´´Herança da Infertilidade´´ foi uma das essências que maculou diversas rainhas na Idade Moderna, as quais eram culpadas pelos súditos devido à inexistência de um herdeiro. Evoca atenção, os múltiplos testes alquímicos para examinar as mulheres, todavia, a infertilidade advinha de muitos reis. Logo, respeitante a esse intervalo histórico, a conscientização social quanto à saúde masculina no Brasil é uma objeção para muitos homens, que, ao exemplo dos reis, fogem dos exames clínicos, uma realidade marcada por filosofias sexistas e pelos ditames da falta de tempo.

A princípio, a construção de padrões acerca da masculinidade incorporou os cuidados com a saúde a algo feminino. Tal acepção orquestra com a obra ´´O Banquete´´, do filósofo Platão, que narra a origem mística dos sexos, na qual Zeus separa seres híbridos de seus pares, e isso acentuou a presença de alguns homens femininos, os ´´Andróginos´´. Nesse peculiar, a aversão de muitos brasileiros à figura ´´andrógina´´ relega erroneamente o zelo pela saúde como algo feminal. Em vista disso, os exames periódicos e as sessões terapêuticas são equiparados à fragilidade, e isso é somado à cultura da manutenção da honra masculina, ou seja, não ceder a tratamentos ´´efeminados´´. Por consequência, os indivíduos não são notificados sobre as possíveis patologias.

Outrossim, as exigências do trabalho, reconhecidas por ocuparam a rotina dos homens são expressos obstáculos. Essa verdade dialoga com o período histórico da Revolução Industrial, a qual utilizava dos trabalhadores, além da mão de obra, o tempo de serviço, que era subordinado a empresa. Nesse viés, os brasileiros herdaram o âmago industrial e suas disponibilidades são entregues aos seus espaços de serviço. Sobre isso, com frequência, o horário de trabalho não cobra momentos vagos para o acesso médico, além disso, a distância das instituições e a falta de atendimento acentuam mais ainda o problema, uma informação comprovada pelos dados da instituição de notícias, AgênciaBrasil, a qual relata o desgosto de 90% dos brasileiros com o sistema de saúde. Desse modo, os homens se afastam da conexão médica e convivem com o estado duvidoso sobre a saúde.

Portanto, compete aos agentes sociais permitir a conscientização social quanto à saúde masculina no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve publicitar telões holográficos nas cidades e nos locais de serviço, com o acesso à convites para o atendimento médico, mediante verbas estatais, pois tamponará a ocorrência de filosofias machistas, com fins de incentivar os tratamentos salutares. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a projeção da telemedicina para os homens, com o auxílio de salas de bate-papo com os médicos, por meio das mídias, pois permitirão o diálogo, a fim de sanar os ditames da falta de tempo. Somente assim, a consciência sobre a saúde masculina será reforçada.