Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 26/04/2021

A campanha Novembro Azul, que visa a conscientização quanto a atenção à saúde do homem, foi criada em 2003, na Austrália, na qual mobilizou o planeta a aderir a data. Entretanto, apesar do marco, o equilíbrio e a otimização da saúde masculina está ábdito de ser alcançado. Nesse sentido, há desafios que impedem a conscientização social, como a cultura machista e e a falta de informação, necessitando de suas análises.

Vale ressaltar, a princípio, que o pensamento da masculinade intacta e indestrutível, gerado pela cultura machista, é um dos principais desafios para a conscientização quanto à saúde masculina. Nesse sentido, a concepção de que o indivíduo ocupará o lugar destinado a  mulher, que será fraco ou que terá a sua masculinidade questionada por fazer exames de toque retal ou o ato de cuidar-se, tanto pela autonomia de pensamento ou pela educação que recebera, é um fator que prejudica a saúde do homem. Desse modo, esse desafio ratifica a máxima atribuída por Schopenhauer, que afirma que " O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem", ou seja, o homem orgulha-se da sua própria invulnerabilidade, sacrificando sua vida e bem-estar por uma visão arcaica e equivocada.

Outrossim, a falta de informação quanto a gravidade das  patologias que atingem o público masculino impede de que a população de conscietize e que haja equilíbrio. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, 83.770 homens morreram de câncer de pele em 2020, o que caracteriza uma das principais doenças que atingem homens no Brasil. Desse modo, o ato de não informar sobre as enfermidades, suas consequências ou como reconhecer sintomas e a prevenção, prejudica o homem a se conscientizar, tanto no ato da busca de ajuda profissional quanto o autocuidado. Diante disso, esse panorama suscita ações governamentais que supram os desafios para a conscientização quanto à saúde masculina.

Diante dos argumentos supracitados, é visível os desafios para a conscientização que visam a otimização da saúde masculina. Portanto, para que tais empecilhos sejam superados, é necessário que o Ministério da Saúde crie um projeto nacional que informe, de forma clara, as consequências de câncer de pele e que incentive, de cunho conativo, a busca de ajuda e as formas de autocuidado. Tal projeto seria feito por meio das redes midiáticas e agentes de saúde, a fim de conscientizar a esfera social a dar atenção a saúde do homem. Desse modo, haverá equilíbrio e a otimização da saúde masculina no Brasil.