Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 25/04/2021

No século XX, por consequência da demanda de profissionais capacitados para atender soldados feridos em guerra, foi visto um grande avanço na medicina que resultou na especialização desses profissionais nas mais diversas áreas. Sob esse viés, esperava-se que os homens se responsabilizassem mais com a sua  saúde. Entretanto, na realidade, se faz presente desafios para a conscientização social quanto a saúde masculina. Uma tentativa governamental para amenizar o problema é o mês de novembro , conhecido como Novembro Azul que discute a importância de consultas médicas na saúde masculina. Apesar disso, o estigma criado acerca de procedimentos médicos e a necessidade de assistência para pessoas em zonas menos desenvolvidas e sem acesso direto a informação, corraboram para o agravamento da problemática.

Deve-se pontuar, de início, que segundos dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), diariamente cerca de 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata, com isso, é possível inferir que a noção acerca da necessidade de um combate patológico é de suma importância e deve estar presente na sociedade. No entanto, o tabu gerado em detrimento da necessidade de exames clínicos e a busca por melhores hábitos de vida ainda se vê presente na vida de muitos homens, que acreditam ser uma forma de ferir sua masculinidade e associá-los a ideais mais femininos, evidenciando a premência de meios conscientizadores como o projeto Novembro Azul.

Segundo o filósofo grego Platão, O conhecimento é a crença verdadeira justificada, em consoante com esse pensamento, é possível inferir que há uma necessidade de combate a falta de informação, para atingir um entendimento em massa acerca da problemática. Portanto, é pertinente ressaltar que a problemática se faz ainda mais presente em zonas de menos acesso à informação, como zonas rurais ou menos povoadas. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para impedir a proliferação de desinformação em âmbito nacional.

Fica evidente, portanto, que urge uma necessidade de combater a falta de conscientização social quanto a saúde masculina. Nesse contexto, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Saúde, a criação de políticas públicas de incentivo a consulta e realização de exames periódicos em homens, para que o estigma social que assola a sociedade masculina possa ser vencido. Isto posto, deve-se então promover a divulgação de informação por meio de propagandas em horários comerciais que exemplifiquem a necessidade dessas condutas e a importância em sociedade. Nesse caminho, a saúde masculina deverá se fazer prioridade, semelhantemente a realidade dos homens durante a primeira guerra mundial.