Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Durante os anos cinquenta até meados dos anos oitenta é comum encontrar propagandas de caráter machista e patriarcal. Como por exemplo, uma publicidade da famosa marca de gravatas Van Heusen, composta pela mensagem principal “Mostre que o mundo é dos homens”. Entretanto, como consequência dessa infeliz realidade marcada pelo sentimento de superioridade masculina várias problemáticas surgiram. Nesse sentido, no que tange a questão dos desafios para a conscientização social quanto à saúde do homem, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude das raízes históricas e ideológicas e pela falta de incentivo ao cuidado masculino.
Em primeira análise, é importante destacar que a procura precária por atendimento médico deriva de uma cultura baseada no esteriótipo que identifica os homens como indestrutíveis. Assim, conforme o livro de Robert bly “João de ferro”, a imagem do homem deveria ser alterada, desmistificando os seus papéis pré-concebidos e contribuindo para a diminuição do machismo. Sob esse viés, a preconcepção do ser invencível é consequência direta de pensamentos velados pelo senso comum que prejudicam e interferem na busca de atendimentos médicos por parte da população masculina e na eficiência de movimentos de conscientização como o Novemrbo azul. Dessa maneira, constata-se que o modelo hegemônico de masculinidade impede a sociedade de progredir na compreensão social da saúde masculina.
Outrossim, a falta de incentivo governamental na busca de cuidados médicos mais eficazes aos homens é um desafio direto para a melhora dessa realidade de prognósticos negativos. Em síntese, o apoio mínimo do estado acarreta na falta de prevenção por parte da maioria da população, gerando assim um diagnóstico tardio que diminui as chances de cura. Assim, a postura estatal frente a essa problemática deixa a desejar, afinal, é inegável que a não-informação e o não-incentivo popular contribui diretamente para a persistência a falta de busca masculina por profissionais da sáude.
Dessa forma, urge que o Ministério da Educação desenvolva projetos em escolas e faculdades por todo o país, a partir de palestras ministradas por urologistas, com o objetivo de diminuir o esteriótipo de invencível e destacar a importância dos cuidados com a saúde masculina para uma prevenção eficiente de problemas futuros. Além de projetos desenvolvidos pelo Ministério da Saúde por todo o Brasil por meio de campanhas de conscientização social quanto ao empenho no bem-estar do homem interligadas ao Novembro azul, ministrada por médicos com o objetivo de aumentar o incentivo para essa infeliz problemática descendente de conhecimentos do senso comum de um Brasil dos anos cinquenta.