Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 10/05/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo XXV, assegura o direito ao bem-estar. Sob esse viés, na prática, essa questão, ao ser diretamente relacionada à saúde, passa por desafios, em especial quanto aos homens. Assim, de um lado, essa parcela da população, em geral, pensa que não tem grandes necessidades de cuidado; de outro, não há atenção o bastante do Estado para mitigar esse danoso pensamento.

Primeiramente, deve-se observar a influência do machismo na problemática. Vê-se, pois, que, pela errônea sensação de precisarem cuidar menos da saúde e de poderem se expor mais a riscos por pensarem ser mais fortes, falta espaço na mente da maioria do homens para serem conscientizados do contrário, que é a realidade. Destarte, como mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de mortes de homens supera o de mulheres, resultado dessa lógica cultural.

Outrossim, os governos, notadamente o federal, apesar de conscientes da questão, apresentam insuficiência nas políticas públicas no tema. Nesse ímpeto, a Constituição Federal fixa como uma das funções do Sistema Único de Saúde (SUS) a realização de campanhas de divulgação e estímulo à manutenção do bem-estar físico e mental. Apesar disso, mesmo havendo mobilizações, elas não acompanham a gravidade da problemática.

Portanto, visando a mitigar a questão da necessidade de mais camapanhas para a conscientização quanto à saúde masculina, propõe-se que o Poder Legislativo federal, por meio da Lei Orçamentária Anual, destine uma parte das finanças públicas obrigatoriamente para a realização de mobilizações dentro do tema em tela. Além disso, o SUS, por meio de portarias, deve fazer propagandas bastante chocantes, mostrando as consequências, em especial aos homens, de não tomarem cuidado com a saúde. Dessa forma, poder-se-á, ainda, modificar, ainda que de maneira lenta, essa faceta do machismo que é danosa à sociedade como um todo, fazendo o poder público voltar-se mais à questão.