Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 08/05/2021

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens vivem 7 anos a menos que as mulheres, muitas vezes devido à doenças cardiorrespiratórias e câncer em órgãos do sistema reprodutor ou urinário, a falta de realização de exames rotineiros, como o de próstata, que por relacionar-se com a área anal, é banalizado devido à uma construção social machista, procuram o médico em situações de risco ou em quase morte e muitas das vezes motivados por mulheres da família. Ademais, a carência de informações sobre o assunto agrava mais ainda sua conscientização.

Em primeiro lugar, o machismo estrutural é uma das principais barreiras para a disseminação da saúde masculina, onde é preferível ter uma imagem de virilidade, a fortitude ou até mesmo a vergonha, pois engloba o íntimo masculino, pode dificultar o tratamento de doenças graves como o câncer de próstata, visto que, são necessários exames periódicos a partir dos 40 anos para um diagnóstico precoce e então uma facilidade maior de tratamento. Segundo o Centro de Referência em Saúde do Homem, em 2018, 70% dos homens só procuram atendimento médico acompanhados de suas esposas, mais um ponto do machismo que designa este papel exclusivamente às mulheres.

Em segunda análise, os assuntos acerca de preconceitos são pouco ou mal-abordados, principalmente quando o alvo é a saúde masculina, nas escolas, são mediocrizados por crianças e adolescentes, algo tão importante e que compreenderá sua velhice. Nos últimos anos, foi imprescindível a mobilização do Novembro Azul, que aumentou a procura dos exames de próstata em todo o país.

Portanto, é importante a atenção das escolas aos assuntos sobre saúde masculina e educação sexual desde os primeiros anos até o ensino médio, através de dinâmicas e debates, à propósito de formar uma geração mais aberta sobre o que compreende a saúde masculina, pois é um problema de saúde pública atrelado ao machismo que perdura.