Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo no cenário atual do Brasil, percebe-se que os desafios quanto à saúde masculina é um impasse para que isso seja realizado na prática. Por esse motivo, deve-se analisar que parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, as quais dificultam a atenuação do problema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em divulgar sobre a conscientização da prevenção ao câncer de próstata. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abdicam parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, com o intuito de atingir o equilíbrio social. Todavia, sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não desenvolve campanhas eficazes em alertar a população masculina marginalizada quanto à sua saúde, como moradores de áreas rurais, de forma a estimular consultas ao urologista e a prevenir tumores. Logo, a escassez dessa ação colabora para a manutenção da desinformação e da taxa de mortalidade, já que alguns casos de neoplasia maligno só são identificados em condição avançada.
Além disso, é preciso apontar outro aspecto importante como a desinformação sobre patologias, ao passo que algumas instituições de ensino demonstram-se ineficientes em estimular potencialidades cognitivas do estudante. Nesse viés, de acordo com o filósofo Theodor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver o domínio pleno do conhecimento e a capacidade de reflexão. Diante desse modelo, o tecido educacional é ineficaz em fomentar no aluno um senso crítico apto a compreender a necessidade de prevenir o câncer de próstata e as consequências dessa doença em um estado avançado. Constata-se, portanto, em função da baixa escolarização e da carência de incentivos à medicina preventiva, parte dos homens desconhecem os perigos de tumores, como casos em que a doença se espalha para diversos órgãos e leva ao óbito.
Conclui-se que, os desafios quanto à saúde masculina urge a colaboração das esferas governamentais. Desse modo, cabe ao Poder Público, por intermédio do Ministério da Saúde, enviar médicos urologistas a cada 6 meses para áreas rurais marginalizadas e que não possuem hospitais e, com isso, proporcionar aos homens desses locais a possibilidade de realizar exames de próstata e prevenir tumores. Assim, se consolidará o direito à saúde e ao bem-estar social a todos os indivíduos, visto que uma maior parte da população estará informada e capacitada para a prevenção do câncer.