Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 04/05/2021

Segundo o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo o cidadão possui o direito irrenunciável a saúde. Porém, boa parte da população masculina o renuncia, como conseguinte a conscientização quanto ao bem-estar do homem apresenta grandes desafios. Isso ocorre porque, esses indivíduos se vêm como o “sexo forte” e como o provedor do lar, que precisa trabalhar incansavelmente. Logo, é preciso vencer esses obstáculos culturais para modificar essa nefasta realidade.

A priori, a ideologia machista de que o corpo masculino é forte por natureza precisa ser descontruída, pois o homem, muitas vezes, se nega a ir a uma consulta médica ou admitir que está doente com medo de ser considerável uma pessoa frágil. Prova dessa triste realidade é que mulheres vivem pelo menos 6 anos mais que indivíduos do sexo oposto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Além disso, muitos homens se negam, por exemplo, a fazer o exame do toque retal com medo de afetar a sua  “masculinidade”. Devido a isso, o câncer de próstata mata 42 cidadãos desse gênero por dia, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Outrossim, é necessário mudar o pensamento de que o indivíduo do sexo masculino é o único responsável financeiro pelo lar e, por isso, precisa ocupar todo o seu tempo com o trabalho, tendo em vista que essa sobrecarga faz com que essa parcela da população não tenham tempo para o autocuidado. Nesse contexto, segundo o filósofo Confúcio, “o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro”. Ou seja, as pessoas desse sexo, muitas vezes, deixam de ir ao médico por acharem que vão se prejudicar financeiramente. Como resultado, esses cidadãos acabam ficando doentes e tendo que gastar mais do que iriam com a prevenção.

Portanto, esses obstáculos precisam ser superados para promover a conscientização quanto à saúde masculina. Para isso, o Ministério da Saúde e o da Educação devem conscientizar a população, por meio de campanhas que ocorram dentro de escolas e universidades, e tenham como tema central a importância da prevenção de doenças para o bem-estar do homem, com o objetivo de desconstruir as ideologias machistas que afetam o aspecto biológico da vida do sexo masculino. Dessa forma, nenhum cidadão irá renunciar ao Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.