Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 05/05/2021
A campanha responsável pela conscientização mundial do câncer de próstata,Novembro Azul,surgiu a partir de um grupo de amigos australianos que decidiram deixar seus bigodes creserem a fim de chamar atenção para o aspecto sanitário dos homens.Nesse contexto,apesar da existência desse movimento,existem desafios quanto ao esclarecimento social em relação à saúde masculina,como a os tabus e a estereotipização de gênero.
Em primeiro plano, os tabus de grande parcela da população masculina brasileira é relacionado aos exames preventivos, devido ao preconceito com os procedimentos.Nesse sentido, o INCA(Instituto Nacional de Câncer) aponta que apenas 32% dos homens declararam ter feito o exame de toque,o qual ajuda no diagnóstico do câncer de próstata,demonstrando que isso acarreta no adoecimento e tardia o tratamento.Dessa forma, é evidente a necessidade de maior esclarecimento da população masculina no Brasil,a fim de que não exista um prejulgamento quanto aos métodos profiláticos e por consequêcia, desvencilha do machismo enraizado na sociedade a qual possibilita esse tabu, que apenas traz malefícios para o bem-estar masculino.
Paralelamente a existência dos tabus, a estereotipização de gênero é outro desafio para a conscientização social quanto à saúde masculina,devido à condição que a sociedade põe o homem como detentor do controle e provedor.Sob essa perspectiva, os ditos populares como: “homem não chora” e “isso é coisa de menininha” refuta a falta de importância dada aos sentimentos dos indivíduos do gênero masculino,ocasionando sérios problemas de sanidade mental por conta dessa cultura machista.À luz disso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que 76% dos suicidas no Brasil são homens,o que ratifica o quão danoso é a permanência dos estereótipos para a sociedade e demonstra a imprescindibilidade da desconstrução desses paradigmas, iniciando-se primordialmente pela educação doméstica.
Portanto, é fundamental a existência de mecanismos que minimizem os desafios,para que possibilite a conscientização social quanto à saúde masculina.A priori, para a quebra dos tabus,no Brasil,cabe ao Governo Federal a criação de campanhas em mídias sociais como internet,televisão e rádio para o estímulo aos exames preventivos,realçando sua importância com profissionais de saúde e participação de homens que relatem suas experiências,em razão do tratamento precoce.Por outro lado, é papel da família como esteio e agente educador desconstruir o estereótipo de gênero por meio do diálogo,normalizando a demonstração dos sentimentos por parte dos meninos,para que criem-se pessoas com mais saúde mental e conscientes.