Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, é direito do cidadão o acesso à saúde e ao bem-estar. Entretanto, na prática, o medo de descobrir uma doença aliado ao preconceito por desinformação dificultam a tâo necessária conscientização quanto a importância dos cuidados com a saúde masculina.
De início, é notório que a sociedade criou uma moral acerca das políticas de saúde, em que o medo da descoberta de alguma doença inicia um processo de descuido, haja vista que a maior parcela populacional brasileira possui hábitos culturais de não evitar algumas enfermidades, confiando no sucesso do tratamento posteriormente, caso elas ocorram. Sendo assim, ditados populares, como¨É melhor prevenir do que remediar¨ entram em conflito com a realidade, a qual, em se tratando da maioria da população masculina, tambem apresenta a mentalidade de secundarizar a saúde. Consequência disso é o exorbitante número de homens doentes e assintomáticos com grande potencial para reverter quadros de câncer de próstata, por exemplo, mas que sem o diagnóstico e tratamento, tornam-se vítimas do estilo de vida negligente adotado atualmente, conforme assegurado pelos dados do Instituto Nacional de Câncer.
Ademais, o preconceito relacionado aos cuidados com a saúde íntima masculina é um desafio para o alcance do bem-estar coletivo. Por isso, não raro, foi criado, no Brasil, o Novembro Azul, um movimento que busca promover uma mudança de paradigmas em relação a ida do homem ao médico, além de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce de doenças que atingem especificamente esse grupo com maior frequência. Contudo, mesmo com a presença desse incentivo anual mais intenso, uma majoritária parte desse público se nega a realizar exames, como o de toque prostático. isso, pois não há a dispersão suficiente de conhecimento sobre a realização dos exames, gerando uma insegurança e afastamente, os quais levam, por conseguinte, à expansão da quantidade de indivíduos com a saúde comprometida.
Ante o exposto, cabe ao Poder Público combater a moral nociva da sociedade, mediante debates políticos gratuitos entre profissionais qualificados e a população nacional, em que a relevância dos cuidados com a saúde seja o principal ponto a ser esclarecido, a fim de promover a mudança gradual dos hábitos negligentes de cuidado para costumes para costumes preventivos e menos fatais. Outrossim, é dever da mídia aliada ao Ministério da Saúde mitigar os preconceitos que envolvem o bem-estar do homem, por meio de propagandas informativas que visam desmistificar os exames íntimos do grupo em questão.