Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 12/05/2021

No Brasil, muito de debate sobre o câncer de mama e a saúde feminina, porém, pouco discute sobre o câncer de próstata e saúde masculina. Diante desse cenário, precisa-se que a sociedade se conscientize quanto a essa problemática, pois muitos homens não procuram ajuda devido à negligência da saúde e pelo machismo.

Em primeiro plano, é necessário analisar um pouco sobre a desvalorização da saúde masculina no país. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 15 mil homens morem em consequência do câncer de próstata no Brasil. Esta problemática poderia ser evitada se o governo torna-se a saúde uma prioridade. Nesse viés, poucos são os indivíduos que desfrutam do direito à saúde e à prevenção pelo governo, o qual está previsto na Constituição e deve ser garantido a todos pelo Estado.

Ademais, vale postular que a falta de investimento adequado para todos os cidadãos também dificulta o acesso amplo ao tratamento no país. Também são poucos os homens que procuram ajuda profissional ou quando procuram a doença já está séria. Por isso é preciso discutir sobre a saúde masculina, e tirar o estereótipo de que homem deve ser “forte” e “invulnerável” e começar a normalizar o exame preventivo contra o câncer. À luz dessa perspectiva, é fundamental que haja maior investimento na saúde masculina para que todos os homens tenham uma qualidade de vida maior.

Por fim, diante dos desafios mencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse contexto, cabe ao poder público, na figura OMS, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas de cunho educativo - através de folhetos virtuais e cartazes a serem divulgados em mídias sociais - a intenção de orientar a sociedade como todo a valorização da saúde masculina também. No que lhe concerne, a sociedade tem que eliminar o estereótipo do homem “invulnerável” e incentivar os exames preventivos.