Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 04/05/2021

´´Porque homem não chora. Essa é uma frase do cantor brasileiro Pablo, que reflete uma ideia de que o homem não deve mostrar fragilidade, sentimentos, dor. A visão do cantor é uma mesma parte da população, que exige dos rapazes força e virilidade. Fator esse que gera um tabu quanto à saúde masculina, pois, muitos deixam de fazer exames de rotina por acharem ´´frescura ter que ir ao médico sem apresentarem graves sintomas. Além disso, a desinformação sobre como cuidar do próprio corpo ainda atinge boa parte da população máscula, principalmente sobre má higiene íntima, gerando graves doenças como, por exemplo, câncer de pênis, de acordo com o ministério da saúde brasileiro.

De início, vale afirmar que o principal fator da falta de conscientização quanto à saúde dos homens é o tabu da sociedade, no que tange ao eixo da virilidade. Pois, na maior parte dos casos, o indivíduo deve ser ´´macho o suficiente para não se submeter a certos procedimentos, por exemplo, aqueles que cumprem a realização do toque retal, como o exame de próstata, pois, é comum que essa parte do corpo seja sempre ligada à diminuição da masculinidade. Por tanto, de acordo com o problema apresentado, muitos rapazes deixam de ir ao médico por preconceito, como mostra o site da Fiocruz, o Canal Saúde, onde evidencia que um a cada cinco homens deixam de fazer o exame de próstata e, perante o exposto, relata-se a fala do coordenador do centro de urologia, Cláudio Murta, que acrescenta ´´Existe uma questão cultural de os homens acharem que,

Ademais, outro fator que desafia a conscientização em relação à saúde do homem é a desinformação com a higiene íntima que, em longo prazo, é o principal fator de risco do câncer de pênis, como está de acordo com a revista Veja Saúde, onde afirma , também, que, no Brasil, cerca de 1600 pênis são amputados por ano. Tal premissa é gerada pela carência do acesso à informação sobre a importância da higienização masculina, principalmente em lugares menos industrializados, como regiões norte e nordeste, que estão sujeitos aos casos maiores da doença em questão, como mostra o instituto nacional do câncer. Por esses lugares serem menos informados sobre a doença, poucos têm a consciência de se previnir.

Portanto, para que os desafios da conscientização quanto à saúde masculina sejam reduzidos, é indispensável uma intervenção midiática, por meio de propagandas que apresentem os riscos de não frequentar regularmente um médico e se recusar a fazer os procedimentos necessários e, junto a isso, mostrar a forma correta de higienização íntima masculina, visando englobar um maior percentual dos homens. Além de tudo, o ministério da saúde deve aumentar a quantidade de postos de saúde em regiões menos industrializadas, objetivando atender os rapazes alheios sobre o tema em questão.