Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 05/05/2021
A Constituição brasileira de 1988, conjunto de leis fundamentais do Estado, defende a educação como essêncial à população. Contudo, é perceptível a falta de conhecimento de algumas pessoas quando é observado os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Certamente, causado pelo preconceito enraizado na sociedade e pela falta de ações governamentais eficazes.
Em primeira análise, vale destacar o machismo enraizado na população como obstáculo na conscientização populacional acerca de cuidados médicos masculinos. Segundo Pierre Bourdieu, é vivido um processo cultural nomeado “habitus”, teoria a qual afirma que um comportamento social pode ser visto como comum, visto que é praticado constantemente. Logo, fica claro a relação entre crenças machistas antigas, como a perda de masculinidade com a execução do exame, e a dificuldade de compreenção dos sobre doenças nos homens.
Em segundo plano, convém lembrar que a ineficacia governamental atrapalha a conscientização da população sobre saúde masculina. De acordo com o contratualista John Locke, em sua teoria do Contrato Social, cabe ao Estado garantir o bem-estar coletivo. Entretanto, é visto o crescente número de pacientes com câncer de próstata avançado, segundo Thiago Castro(urologista do Hospital Anchieta de Brasília), devido à diagnósticos tardios. Assim, evidencia-se a falta de intervenção do governo como desafio na percepção social de à doenças nos homens.
Portanto, entende-se que há obstáculos na conscientização acerca da saúde masculina. Logo, cabe ao Ministério da Educação introduzir na carga horaria das escolas aulas sobre preconceitos enraizados, por meio de um projeto entregue à Câmara de Deputados, para jovens mais conscientes, atenuando a falta de informação no país. Além disso, o Governo deve lançar campanhas de incentivo aos exames, nas mídias socias, visto o grande alcance de pessoas, estimulando a pratica da sociedade, assim, reduzindo o número de diagnósticos tardios.