Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
Com o prolongamento do isolamento social, principal conduta no combate à transmissão da Covid-19, muitos brasileiros deixaram de realizar exames preventivos, principalmente de controle da saúde de próstata, de modo que contribuiu para o aumento de diagnósticos de fases mais avançadas do câncer. Portanto, faz-se imperativo o debate acerca da falta de cuidados relacionados à saúde masculina, para que, assim, pela eliminação do preconceito e da busca tardia por tratamento, haja um maior controle da doença.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a herança de preconceitos culturais relacionados à procura de acompanhamento médico quanto à saúde masculina, conservou-se na coletividade e perpetuou nos diagnósticos da fase avançada da doença. Embora que, com o acompanhamento médico, possa acontecer o reconhecimento precoce do câncer, evitando chances de sequelas, a exemplo da impotência sexual, agravadas pelo diagnóstico tardio, muitos brasileiros não buscam o atendimento por causa de ideologias machistas. Nessa perspectiva, segundo dados Instituto Nacional de Câncer, o câncer de próstata é o tipo mais frequente entre a população masculina brasileira, ficando atrás apenas do câncer de pele. Assim, políticas públicas eficazes tornariam possível a redução de casos agressivos da doença.
Ressalta-se, ademais, que a busca tardia de atendimento, especificamente na área de oncologia, pela população masculina é um dos exemplos de desafios para o cuidado com a saúde do homem. Assim, muitos brasileiros buscam tratamentos do câncer - seja ele de próstata, de rim ou de bexiga - apenas quando apresentam sintomas da doença, de modo que é preciso executar um tratamento mais arriscado e agressivo, visto que o câncer, em geral, é uma doença silenciosa, que quando apresenta sintomas, está entrando na fase mais avançada, dificultando o tratamento. Devido a isso, torna-se necessário o monitoramento periódico dos homens acima de 45 anos, dado que é a idade mais propensa a aparecer sinais patológicos.
Portanto, em virtude das situações mencionadas, torna-se inadiável que medidas sejam tomadas para que exista uma maior conscientização social acerca da saúde masculina. A priori, cabe ao Governo Federal, por intermédio de um Decreto Federativo, criar um Programa Nacional de Conscientização Social à Saúde Masculina, o qual tenha intuito de inteirar a população brasileira sobre a importância de buscar atendimento médico periodicamente, para que seja evitado o diagnóstico tardio, reduzindo as chances de apresentar sequelas. Urge, também, que o Ministério da Saúde, junto aos veículos midiáticos, divulgar locais, anualmente, que fornecem exames gratuitos para saúde da próstata.