Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 05/05/2021
O artigo 6 da Constituição Federal de 1988, diz que todo indivíduo possui o direito à saúde. Entretando, a saúde masculina vem sendo banalizada devido ao tabu decorrente do machismo ainda existente na sociedade e ao sistema de saúde voltado apenas às doenças e não a profilaxia, colocando vidas em risco.
À princípio, é válido ressaltar que o câncer de próstata é o tipo mais frequente entre os homens brasileiros. Contudo, em pleno séculos 21, com os altos índices da doença e a alta taxa de mortalidade, muitos indivíduos ainda se recusam ir ao urologista por ignorância e machismo, uma cultura criada pela sociedade, na qual mostra o homem como o sexo forte. Além disso, mesmo sabendo da importância do exame para o diagnóstico precoce da enfermidade, a maioria ainda se mostra resistente à realização.
Ademais, segundo o médico Drauzio Varella, há uma conduta errônea do próprio sistema de saúde que está focado, unicamente, na doença e não na prevenção. Desse modo, é notório que das poucas vezes faladas sobre o câncer de próstata, é durante o mês de novembro, com a campanha “Novembro Azul”. Após o fim desse período, o assunto deixa de ser tão discutido entre a população e as chances de descoberta da doença diminuem.
Tendo em vista os aspectos mencionados, o Ministério da Saúde junto com as mídias televisivas, através de verbas federais, deve promover campanhas intensas durante todo ano, nos intervalos de jornais e jogos de futebol, para alertar a população sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce. Além disso, o Estado deve disponibilizar clínicas móveis, gratuitas, em periferias para a realização dos exames, para que assim os índicies da patologia sejam reduzidos.