Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 05/05/2021
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, foram diagnosticados 68220 novos casos de câncer de próstata no Brasil para cada ano do biênio 2018/2019. De forma sucinta, pode-se afirmar que esse levantamento causa uma preocupação pública acerca da saúde masculina, o que frisa a importância de uma conscientização social quanto ao assunto. Entretanto, faz-se necessária a superação do machismo e da falta de atenção em relação à população em situação de rua para que isso ocorra.
Mormente, é imprescindível que se entenda que o Brasil é um país que convive com uma cultura machista desde, pelo menos, o século XVI, quando os fundamentos europeus foram introduzidos nos costumes nacionais a partir da colonização. De modo resumido, sabe-se que, durante esse tempo, houve a propagação de valores que pregavam que a mulher deveria ser recatada e, por isso, adquirir hábitos vaidosos, enquanto que os homens deveriam prezar pela virilidade em detrimento da prática da higiene pessoal. Em razão desse processo histórico, ainda convive-se, muitas vezes, com a disseminação dessas ideias contra a higienização masculina, o que causa diversos problemas patológicos e configura um desafio para a conscientização social quanto à saúde masculina.
Ademais, nota-se que outro fator que dificulta a conscientização social quanto à saúde masculina é a falta de atenção em relação à condição da população em situação de rua. De forma breviloquente, afirma-se que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, há mais de 200 mil brasileiros que vivem nessa realidade. Sabe-se, ainda, que 82% dessa população é composta por homens que, em razão do seu baixo poder aquisitivo, muitas vezes não possuem acesso a emissoras responsáveis pela propagação de notícias. Assim, em decorrência da desinformação vivida por essa parcela de habitantes, há um desafio relacionado à sua conscientização acerca da saúde, pois os projetos desse ramo geralmente são veiculados a mídias de difícil acesso para essas pessoas.
Portanto, entende-se que o machismo estrutural e a falta de atenção em relação à condição da população em situação de rua configuram desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Desse modo, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, dissemine práticas higiênicas, por via de palestras conscientizadoras em escolas, a fim de realizar a profilaxia das enfermidades voltadas à população masculina. Além disso, é imprescindível que Organizações Não Governamentais mitiguem os problemas de conscientização da população em situação de rua, por intermédio de campanhas de saúde (como distribuição de itens de higiene), a fim de diminuir a incidência de patologias nessa parcela de habitantes. Dessa forma, haverá um país cada vez mais saudável e consciente.