Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

Desde a antiguidade existe um preconceito, entre os homens, de que apenas as mulheres podem cuidar da sua saúde, o que não é verdade. Passaram-se séculos e essa ideia ainda se faz presente entre uma parcela da sociedade masculina, por isso existem desafios para conscientizar essa parcela de homens a prevenir e cuidar do seu bem-estar. Com base nesse viés, é válido analisar a importância do novembro azul na conscientização da saúde masculina, bem como sentido, de que modo a pandemia interfere nesse processo.

É fundamental notar, em primeira análise, que ainda nos dias atuais, século XXI, é preciso despertar uma parcela da sociedade masculina acerca dos cuidados com a saúde. Existe um preconceito histórico de que eles não precisam de médicos e nem de cuidado com o seu bem-estar, pois, são fortes e indestrutíveis. O novembro azul foi criado para quebrar o tabu acerca da saúde deles, é um mês onde são feitas campanhas, que mostram, por exemplo, como o diagnóstico precoce de doenças masculinas pode salvar vidas e ainda os incentiva a fazer exames periódicos de checagem. Segundo a Agência Brasília, o diagnóstico precoce garante uma cura de 90% dos casos de câncer de próstata, por esse motivo é importante termos um mês para que os homens entendam que é fundamental cuidar da saúde e se prevenir.

Analisa-se, no entanto, que com a chegada da pandemia da covid-19 muitos homens escolhidos sua saúde em segundo plano. Como muitos atendimentos tiveram que ser cancelados e a maioria dos hospitais atendiam apenas casos de Covid. Muitos homens, que fazem revisão periódica ou faziam tratamentos de alguma doença, têm que deixar de comparar aos hospitais. Assim, algumas doenças, como o câncer de próstata, se agravam, pois não apresentam sintomas no início e o seu diagnóstico precoce é essencial para que haja uma cura, porém com o isolamento social o serviço de diagnóstico suspenso. Com isso, os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que, somente para 2020 são esperados 65.840 novos casos, porém não podem ser diagnosticados a tempo por conta do isolamento social.

Observa-se, portanto, que os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina devem ser combatidos. Para isso é fundamental que o Ministério da Saúde, que tem o dever de proteger e recuperar a saúde da população, conscientizar os homens desde jovens e adultos, de 20 a 40 anos para cuidar da saúde, por meio de palestras obrigatórias no ambiente de trabalho sobre doenças que atingem os homens, para que uma população masculina se torne mais atenta aos cuidados com o seu bem-estar.