Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 05/05/2021
Consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, no artigo XXV, o direito à saúde é indissociável do direito à vida. No entanto, diversos homens não vão atrás de atendimento médico, principalmente no quesito do exame de câncer de próstata. Isso se dá muitas vezes pela desinformação sobre o exame, que, como consequência tem preconceito a forma que o exame se dá. Por isso, é indíspensavel discutir os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina.
Mormente, cabe destacar que o movimento Novembro Azul tráz a iniciativa mundial que busca ainda desconstruir o preconceito dos pacientes quanto à consulta de toque. No entanto, pela desinformação que muitos indivíduos tem, acabam tendo certo medo de fazer o exame. Com isso, ao não receber o tratamento adequado o homem desenvolve o câncer de próstata, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é a segunda principal forma de câncer em homens.
Em segunda análise, devido ao grande tabú gerado pelo machismo na sociedade moderna, muitos homens não fazem o exame pelo preconceito a como é executado. Isso porque, quando submetido ao exame, o indivíduo acredita estar colocando em xeque sua masculinidade. Com isso, segundo a Secrétaria de Saúde de São Paulo, 60% dos pacientes só procuram o urologista quando estão com o tumor em estágio avançado.
Com isso, é imprescindível procurar meios de educar a população masculina para detecção do câncer de próstata antes que seja fatal. É necessário que o Ministério da Saúde através de palestras e projetos, informe como de fato é feito o exame de toque, assim, a população poderá ter mais informação, diminuindo o medo. Não apenas isso como, o Ministério da Educação traga o tema para os jovens, com intuito de debater sobre o tabú do exame de toque e como é essencial para impedir o câncer. Tais ações ao longo do tempo ajudarão os homens a correrem atrás de sua saúde.