Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
“Que tempos são estes em que temos de defender o óbvio”, diz o dramaturgo Bertolt Brecht sobre a necessidade de consolidar valores éticos na sociedade atual. Logo, pode-se relacionar esse pensamento aos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, já que existe um estigma por parte dos homens em cuidar da saúde, junto ao adiamento de exames que uma pandemia causou. Por essa razão, é interessante analisar essa questão no Brasil.
De antemão, percebe-se que uma parcela dos homens, principalmente os mais idosos, ainda tem certo preconceito em ir a hospitais para verificar sua saúde, ocorrendo, assim, a banalização do tratamento de câncer de próstata, por exemplo. Isso se deve ao machismo estrutural implantado na sociedade. A banalização dessa problemática pode ser explicada pelos estudos da filósofa Hannah Arendt, já que, devido a um processo de massificação cultural, a sociedade está perdendo a competência de identificar o certo do errado.
Além disso, destaca-se que com uma pandemia a maioria dos homens adiaram seus exames ou acabaram até menos não fazendo para não saírem de casa, ou que compromete o diagnóstico precoce. Usando o exemplo do câncer de próstata, segundo a Abramed (Associação Brasileira de Medicida Diagnóstica), houve uma queda de 34,6% nos exames de identificação da doença. Dessa maneira, é visível os efeitos negativos que a COVID-19 trouxe para o âmbito da saúde masculina.
Ressalta-se, pois, que a conscientização social quanto à saúde masculina deve ser fomentada. Logo, é necessário que o governo invista em campanhas de orientação, falando sobre a importância de fazer os exames diagnósticos, para tentar diminuir o preconceito sobre a saúde do homem e incentivar uma procura dos procedimentos aos visitantes através de propagandas de TV e cartazes nas ruas. Desse modo, uma sociedade será conscientizada sobre a saúde do homem.