Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
A sociedade global é caracterizada por sua construção com base nos ideais machistas, fomentados em origem pelos povos primitivos que viam a força física, a insensibilidade e a capacidade cognitiva do homem de guerriar com outras tribos como prioridade no ser humano ideal. A partir dessa perspectiva, criou-se, ao longo do tempo, determinado conceito da saúde masculina ser “de ferro”, o que reduziu os cuidados pessoais dessa população no que tange a esse aspecto. Dessa forma, destaca-se o ideário conservador da população masculina e a falta de políticas públicas para mudança desse cenário como os principais desafios para a conscientização social sobre a importância da saúde masculina.
Primeiramente, é necessário analisar o cenário da sociedade no período contemporâneo, na qual alguns paradigmas sociais destrutivos vêm sendo quebrados e outros ainda estão sólidos, como é o caso da falta de cuidados com a saúde por parte dos homens. Como exemplo a esse fato, de acordo com a Agência Nacional da Saúde (ANS), cerca de quarenta e cinco homens ainda morrem todos os dias decorrente do câncer de próstata. Apesar de ser uma entre muitas outras doenças que acometem a sociedade masculina, é possível transparecer por meio dessa o descaso dos cuidados desses indivíduos, visto que a forma mais fácil de trata-lo é o seu descobrimento antecedente aos principais sintomas. Porém isso não ocorre, principalmente pela falta de frequência de visita aos médicos fomentada pela masculinidade dita como frágil ao lidar com alguns procedimentos, que apesar de classificados como constragedores em alguns casos pela visão popular, são de extrema importância.
Em segundo plano, o Governo brasileiro tem parcela de culpa na construção desse cenário caótico, visto que as políticas públicas vigentes direcionadas ao público masculino são ineficientes para retirada do estigma concretizado sobre a falta de cuidados com a saúde por parte dessa população. De acordo com a Constituição Nacional, é dever do Governo garantir acesso à saúde de qualidade, o que inclui tanto a parte de procedimentos médicos diretos, quanto as informações necessárias para os cidadãos conseguirem alcançar um cotidiano saúdavel. Assim, a falta de políticas públicas no propósito de melhorar a conscientização social sobre a saúde masculina, além de ferir a Carta Magna brasileira, permite a permanência no País do estigma negativo quanto à problemática.
Portanto, na intenção de reduzir os desafios da conscientização sobre a saúde masculina, é necessário que o Ministério da Saúde direcione uma política pública com o objetivo da quebra do paradigma conservador na sociedade sobre a saúde do homem. Essa política deve fornecer informações por meio dos canais midiáticos ao público masculino, sobre a importância e de como são feito os exames e possibilitando agendar consultas de rotina em hospitais especializados.