Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 12/05/2021

A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à vida. Entretanto, para uma parcela da sociedade, essa proposição não se aplica. Isso acontece porque ainda existem desafios para a conscientização quanto à saúde masculina no Brasil. Entre eles, a educação deficitária nas escolas e a estigmatização dos exames preventivos.

Em primeira análise, destaca-se que é papel da escola ensinar sobre o corpo humano, as patologias e como preveni-las. Todavia, apesar de alta chance de cura com diagnóstico precoce, o câncer de próstata é a segunda doença que mais mata homens no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Esses dados explicitam que a desinformação causada pela falta de uma educação eficiente está ligada aos altos índices da doença, principalmente nas camadas mais pobres da população.

Ademais, salienta-se que na sociedade há uma associação de ações preventivas como o “exame do toque” à perda da masculinidade, o que deixa muitos indivíduos desconfortáveis com a possibilidade de fazê-lo. Esse fenômeno é explicado pelo o que do sociólogo francês Émile Durkheim chamou de fato social. Tal teoria afirma as pessoas são influenciadas pela forma de pensar do coletivo. Dessa forma, se o corpo social acreditar que esses cuidados fazem alguém menos masculino, a tendência é que ele acredite. Assim, fica clara a importância de conscientizar todos a respeito da importância do tema.

Portanto, para atenuar essa problemática, o Ministério da Saúde deve enviar anualmente, médicos urologistas a áreas remotas, que não tem acesso a hospitais, para monitorar a saúde dos moradores e proporcionar um diagnóstico precoce. Além disso, deve promover palestras, transmitidas ao vivo nas redes sociais do governo, a respeito da medicina preventiva, ministradas por médicos e professores. Dessa forma, as problemáticas da saúde masculina serão atenuadas, contribuindo para que a Carta Magna seja cumprida.