Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
Em sua música “The Man”, a cantora estadunidense Taylor Swift aborda consequências que a masculinidade tóxica promove. Fora do âmbito lúdico, esse comportamento está enraizado na sociedade brasileira afetando, inclusive, a esfera da saúde através do impulsionamento de doenças, como o câncer de próstata. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da saúde masculina e os desafios que os preconceitos e a ausência de educação social acarretam ao homem.
Em primeira análise, é notável que o estereótipo da masculinidade frágil afeta diretamente a saúde do cidadão. Segundo dados do “O Globo”, 70% dos homens brasileiros não costumam ir ao urologista - profissional responsável pelo cuidado com o sistema reprodutor - realizar exames de rotina. Um dos motivos para essa não realização é a intolerância, já que, a observação médica requer toque retal ou biópsia do órgão sexual, sendo vista como um contribuinte para a perda do fator “macho alfa” ou da heterossexualidade. Assim sendo, esses preconceitos fazem-se preocupantes e devem ser combatidos, pois podem gerar graves riscos à saúde do homem.
Em segunda análise, a escola tem papel fundamental na conscientização dos jovens e, quando isso não é posto em prática, surgem efeitos negativos. Conforme o portal da “MedPrev”, rede médica de consultas, a campanha do Novembro Azul, o qual é dedicado para o esclarecimento sobre o câncer de próstata, chegou ao Brasil apenas em 2008 e, consequentemente, obteve entrada e importância tardias para discussões em instituições educacionais. Isto posto, o abandono à saúde pública gera desinteresse e descuido por parte dos homens desde cedo e, em seguimento, aumento das taxas de câncer de próstata, o tumor masculino mais recorrente. Evidencia-se, portanto, que a educação é agente indispensável quando se trata do bem-estar de um indivíduo.
Logo, medidas são fundamentais para solucionar os desafios da conscientização quanto à saúde masculina. O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve intensificar a ocorrência de campanhas de prevenção, através da criação de cartazes e palestras em instituições educacionais, comandadas por profissionais da área, abordando acerca dos cuidados com o corpo e benefícios que os exames de rotina promovem; a fim de alertar precocemente sobre os riscos da ausência de cautela e, por conseguinte, diminuir as taxas de doenças envolvendo o sistema reprodutor masculino. Feito isso, a campanha do Novembro Azul irá operar maior bem-estar ao homem brasileiro.