Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
´´Porque homem não chora``. Eis uma frase de Pablo, cantor brasileiro, refletindo a ideia de que o homem não deve demonstrar fragilidade. A visão do artista é congruente com uma boa parte da população, que exige dos rapazes força e virilidade, gerando, assim, um tabu à saúde masculina, pois, muitos deixam de fazer exames, como por exemplo, os que requer a realização do retal, devido ao medo da perda de sua masculinidade. Ademais, outro constituinte dos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina é a desinformação sobre a falta de higiene íntima, um dos fatores contribuintes para o câncer de pênis, como afirma o Ministério da Saúde brasileiro.
Inicialmente, é valida a afirmação de que o principal fator da falta de conscientização social quanto à saúde dos homens é o estígma associado a sua virilidade. No que tange ao eixo do tabu da sociedade em relação ao ser masculino, na maioria dos casos, o indivíduo em questão deve ser ´´macho`` para não se submeter a procedimentos que cumprem o toque retal, como, por exemplo, o exame de próstata, porque é comum associar tal parte do corpo à perda da masculinidade. Portanto, em relação ao problema em questão, muitos rapazes deixam de ir ao médico por medo, como pode-se analizar de acordo com o site da Fiocruz, o Canal Saúde, onde envidencia-se que um a cada cinco homens deixam de fazer o exame de próstata e, perante o exposto, relata-se a fala do coordenador do centro de urologia, Cláudio Murta,
Ademais, outro fator que desafia a conscientização em relação à saúde do homem é uma desinformação quanto a sua higiene íntima que, a longo prazo, é o principal fator de risco de câncer de pênis, como está de acordo com a revista Veja Saúde, onde afirma, também, que, no brasil, cerca de 1600 pênis são amputados por ano. Tal premissa é gerada pela carência do acesso à informação sobre a higienzação dos órgãos sexuais masculinos, fator recorrente principalmente no norte e nordeste, regiões menos industrizalidas, como afirma o instituto nacional do câncer, por esses lugares são industrializados, poucos têm de conhecimento como se previnir.
Portanto, para que os desafios da conscientização quanto à saúde masculina sejam reduzidos, é indispensável uma intervenção midiática, por meio de propagandas que apresentem os riscos de não frequentar regularmente um médico e se recusar a fazer os procedimentos procedimentos e junto a isso, ilustrada a forma correta de higienização íntima masculina, englobar um maior percentual dos homens. Além de tudo, o ministério da saúde deve aumentar a quantidade de postos de saúde em regiões menos industrializadas, objetivando atender os rapazes alheios sobre o tema em questão.