Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 08/05/2021
No documentário " A máscara em que voce vive" - lançado em 2015 -, retrata o comportamento da sociedade em frente da construção subjetiva do homem estadunidense influenciada pela herança ideológica sedimentada incoscientimente na população americana. De maneira análoga, tal cenário supracitado ainda se perpertua quando se trata da saúde masculina no Brasil. Portanto, essa visão negativa pode ser significativamente minimizada desde que acompanhada da descontrução coletiva, junto ao combate da desigualdade socioeconômica que contribui para a exclusão das classes proletárias da pátria.
Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica constantemente presente no país de que a busca pela medicina - como meio importante para o tratamento e prevenção de doenças -, só se faz necessária e considerável de último caso impossibilita o diagnóstico precoce de moléstias consideradas graves , resultando no aumento significativo de óbitos no território brasileiro. Sob essa ótica, vale resaltar também que os estereótipos de masculinidade ainda constante na sociedade corroboram com o afastamento de homens consultórios médicos retardando assim, possivéis diagnoses.
Além disso, uma comunidade que restringe o acesso a saúde por meio da falta de assistencialidade governamental em ambulatórios e hospitais públicos - como falta de medicamentos essenciais e baixa infraestrutura para o acolhimento de pacientes -, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade, sabendo que a saúde é um direito garantido pela Contituição Federal, percebe-se a ocorrência da “cidadania de papel” termo cunhado pelo escritor paulista Gilberto Dimenstein, que diz respeito à existência de direitos na teoria, os quais não ocorrem, de fato, na prática. Sob essa perspectiva, nota-se que a falta de conscientização e ações do Estado gera exclusão social das camadas menos favorecidas e impede-as de usufruir seus direitos.
Portanto, cabe ao Poder Executivo, junto com o Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas da União e do fundo rotativo, a construção de ambulatórios especializados na saúde masculina em locais de fáceis e difíceis acessos afim de ampliar o o números de homens beneficiados com diagnósticos e prevençõesde doenças , além de proporcionar a formação dos profissionais da saúde no atendimento personalizado, através de cursos e palestras realizados nas próprias instituições públicas de saúde para melhor acolhimento dos pacientes, difundindo assim a importância da saúde na vida masculina, funcionando como chave para a quebra das heranças ideológicas que retardam o progresso coletivo. Fazendo assim será possível que a sociedade deixe de usufruir apenas de uma “cidadania de papel”.