Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 08/05/2021
Indubitavelmente, a saúde dos espartanos é o exemplo mais conhecido de bem-estar físico na história da humanidade, pois estes gregos preocupavam-se com sua saúde de forma extrema. Entretanto, tal comportamento não se evidencia entre os brasileiros, povo que apresenta altos índices de enfermidades no sexo masculino. Fato, que é alargado em virtude da complicação em relação a propagação de cuidados e prevenção pelo Sistema Único de Saúde (sus), atrelado a questão cultural do homem não visitar serviços básicos de saúde.
A priori, é importante analisar que os obstáculos quanto a conscientização masculina a respeito da importância de cuidar da saúde, se dá, principalmente, pela falta da disseminação de ações efetivas preventivas pelo sus, principal órgão de saúde pública do país, que falha bruscamente quanto a popularização de prevenção de enfermidades, fato evidenciado pelo novembro azul que fala a respeito da prevenção do câncer de próstata, enfermidade somente enfrentada pelos homens, apenas em um dos dozes meses, ou seja, matematicamente, a quantidade de políticas voltadas para a saúde dos homens brasileiros é praticamente nula. De modo, que tal realidade se revela quando o Instituto Nacional do Câncer, relata número de quase setenta mil casos de câncer prostático anualmente. Em outras palavras, predomina um descaso do sistema único de saúde com a população masculina, uma vez que existem pouquíssimos mecanismos de cuidado em relação ao equilíbrio físico, mental e psicológico da pessoa do sexo masculino.
Ademais, a questão cultural enraizada, de que o homem é um ser inatingível e dificilmente corre o risco de adoecer, juntamente com o estgma sobre o indivíduo do sexo masculino cuidar da sua saúde fere a masculinidade, potencializam a dificuldade de conscientização social quanto a saúde masculina, fomentando altos números de doenças com pouco sucesso de tratamento devido ao avanço da enfermidade. Certamente, essa questão arraigada no Brasil é revelada pela pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia, por envidenciar que entre meninos de quinze e dezenove anos. somente um, visita o médico.
Em conclusão, é patente que a questão cultural é o maior desafio do Brasil para a conscientização efetiva dos homens, quanto a importância de cuidar da saúde. Portanto, urge que o SUS, como garantidor da saúde da população brasileira, promova campanhas publicitárias, por intermédio das mídias sociais, de prevenção as enfermidades que mais acometem os homens, e também ações de enfrentamentos a doenças, com o intuito de gerar consciência sobre a necessidade dos homens, adquirirem o autocuidado e, mais ainda, findar os estigmas sociais no Brasil.