Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 08/05/2021

Na obra “Utopia”, do inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, visto que existem vários desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina no país, o que apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, pode-se afirmar que a resistência de cuidar de si por conta do preconceito e a falta de incentivo a essa preocupação contribuem para este cenário negativo.

Primeiramente, é preciso salientar que a discriminação sobre o bem-estar dos homens é uma causa latente do problema. Desde o secúlo 18, o sexo masculino foi visto como o mais poderoso, sendo assim, criou-se uma forma de pensar que eles não precisam de cuidados médicos, e quem fosse a um não seria um “homem de verdade”. Entretanto, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele. E nos dias atuais, essa discriminação ainda se faz presente, já que poucos senhores fazem exames frequentemente, um exemplo disso são os exames para prevenção do câncer de próstata, no qual , muitos homens se recusam a fazer por conta do que a sociedade vai pensar sobre sua masculinidade, contribuindo desse modo para o crescimento desse tipo de câncer no país e para uma falta de conscientização da sociedade.

Em segundo plano, outra causa para configuração do problema é a falta de estímulo para à busca  de vitalidade. De acordo com Hipócrates, filósofo da Grécia Antiga, o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. Entretanto, na sociedade brasileira essa busca por este estado de bem-estar não é incentivada mesmo que exista campanhas para essa preocupação, como o novembro azul. No que tange aos desafios para compreensão do corpo social quanto o  bem-estar masculino, percebe-se uma forte influência dessa causa, uma vez que são poucas as pessoas que são informadas e compreendem a devida importância do assunto e sem esse amparo, a sociedade, principalmente a parte masculina, não será estimulada a se previnir.

Portanto, medidas devem sem tomadas para a mudança de visão sobre à boa forma dos homens. Para isso, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas e as prefeituras, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período do contraturno, contando com a presença dos estudantes, seus reponsáveis, professores e médicos. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas se conscientizem sobre a saúde masculina e deixem de lado todo preconceito relacionado a essa prática, Dessa forma, a sociedade livre de conflitos, qual More descreve, se torna real no Brasil.