Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
No filme “A teoria de tudo” o protagonista é diagnosticado com uma doença motora degenerativa. Entretanto, a atual situação não é exatamente assim, visto que, está se tornando cada vez mais incomum o diagnóstico de doenças como a do personagem, pois, a saúde masculina é negligenciada. Isso ocorre devido aos esteriótipos que foram construídos sobre a imagem masculina e também devido a falta de informação. Diantes dessa perspectiva, faz-se necessário a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta da busca por atendimento médico deriva de uma cultura que os vê os homens como indestrutíveis. Uma vez que, a buscar por cuidados com a sua saúde pode ser considerado um sinal de fraqueza, ao contrário do ocorrido com as mulheres. A figura feminina costuma ter uma rotina mais frequente de exames médicos, autocuidado e de prevenção contra doenças mais graves.
Em segundo lugar, essa falta de cuidados diminui a expectativa de vida dos homens. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 42 homens morrem diariamente devido ao câncer de próstata e foram diagnosticados 68.220 casos entre os anos de 2018/2019 no Brasil. Dito isso, fica claro que essa falta de prevenção gera o diagnóstico tardio, o que consequentemente acarreta o prognóstico negativo e posteriormente a morte do indivíduo. Diante de tal exposto, é inegável que a falta informação popular contribui.
Dito isso, é necessário que medidas sejam tomadas visando controlar essa situação. Para isso, espera-se que o Ministério da Saúde informe a população sobre a importância dos cuidados com a saúde masculina, por meio de campanhas publicitárias como cartazes e propagandas televisivas. Além disso, é essencial que a família eduque os jovens da próxima geração sobre a igualdade de gênero para que esse estereótipo seja dissolvido.