Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 07/05/2021
A Constituição brasileira, de 1988, determina que é direito de todo cidadão o acesso à saúde. No entanto, a conjuntura do meio precariza essa seguridade, quando está relacionada com o bem-estar masculino. Assim sendo, a dificuldade para o estabelecimento da consciência social quanto à saúde do homem, no Brasil, passa por uma estrutura de sociedade patriarcal e a falta de informações.
Em primeira análise, no filme “Rambo” o personagem principal, em uma das cenas, fecha um ferimento à bala, no próprio corpo, usando uma queimadura de polvora. Esse trecho repassa para o público o ideário de um homem forte, quase invensível, que não necessita de um processo adequado de cura. Assim, a obra cinematográfica fortalece, no sociedade, o entendimento de invensibilidade masculina prejudicando, assim, a aceitação desse grupo de suas próprias mazelas, principalmente relacionadas as adversidades quanto à saúde. Dessa forma, o combate a estrutura patriarcal se faz fundamental para que a sociedade alcance uma equidade ao acesso a direitos.
Além disso, segundo o professor Paulo Freire, a educação é um processo de mostrar ao aluno a realidade para que assim ele possa modificá-la. Nessa perspectiva, quando não é mostrado para o público masculino sua situação de crise quanto à saúde não é possível modificar uma realidade, na qual 42 homens morrem diariamente por câncer de próstata, uma doença que tem cura, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Assim sendo, o desmoronamento da barreira contra o acesso à saúde masculina passa pela disseminação de informações que mostrem a realidade social para esse grupo.
Para que ocorra, portanto, a conscientização social quanto à saúde masculina, no Brasil, o Estado deve promover a formação de cidadãos engajados com o bem-estar social a partir de campanhas elucidativas sobre a importância da saúde do homem, para a formação de uma sociedade harmonica, com vídeos educativos nas mídias digitais e palestras nas escolas. Para que, dessa forma, seja garantido o acesso a um direito constitucional fundamental para a manutenção da vida.