Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 08/05/2021

A história do Novembro Azul começou em Melbourne, na Austrália, quando dois amigos decidiram criar uma campanha, inspirada no sucesso do movimento Outubro Rosa, para promover o bem-estar do sexo masculino. Em um contexto geral, a ação foi muito bem elaborada e traria benefícios para milhões de homens em todo o planeta. No entanto, na íntegra, assim não ocorreu, uma vez que surgiram muitos desafios para a conscientização social quanto a sua saúde, como, nessa perspectiva, o machismo  que desencadeou o preconceito, bem como o negligenciamento estatal sobre tal óbice.

A priori, é essencial ter conhecimento de que a aversão é um ponto que faz com que várias pessoas não façam, nesse contexto, o toque ou qualquer tipo de exame que se relacione aos seus meios íntimos. Tal afirmação pode ser comprovada pela fala de Antônio Ricci, diretor da Fundação de Oncologia do Amazonas, ao afirmar que o grande desafio atualmente é promover a conscientização do público masculino, em específico, sobre a importância da prática e as consequências que seu tangenciamento pode trazer à sua saúde. Logo, enquanto esses não forem conscientizados a extinguir esse pensamento retrógrado, o problema persistirá no Brasil, o que deixará parcela populacional vulnerável ao câncer de próstata causado, principalmente,  por essa infeliz repulsão às verificações.

Ademais, não só esse fator é determinante na dificuldade da mentalização, visto que ainda existe o marcante negligenciamento das esferas governamentais sobre essa problemática. Com isso, tal situação torna-se um impasse significativo no que tange o enfrentamento dos desafios para a antenação populacional a respeito do bom desenvolvimento másculo, uma vez que o poder tem, segundo a Constituição Federal, o dever de atuar, de forma objetiva, a fim de promover saúde includente para todos os cidadãos. Todavia, assim não é feito, já que verbas não são destinadas da maneira correta para esse plano com o objetivo de desenvolver pesquisas, consciência e aceitação social. Dessa forma, malefícios são acarretados e intensificados na nação de forma preocupante.

Portanto, evidenciados tais desafios, é fundamental que esses sejam cessados ou, pelo menos, minimizados. Cabe ao Estado, nesse contexto, a formulação e aprovação de um Plano de Integração à Saúde Masculina (PISA), com o propósito de fazer com que o exame de próstata seja algo democrático, fácil, rápido e, se o paciente optar, sigiloso. Nessa perspectiva, é fundamental, ainda, que campanhas publicitárias com artistas famosos sejam dissipadas em veículos de massa, como televisão, internet e rádio, tudo arcado pelo PISA, como forma de influenciar pessoas a terem esse cuidado e mostrar que essa ação é fundamental para o bom desenvolvimento pessoal. Feito isso, os objetivos da Constituição Federal serão totalizados e postos em prática da maneira ideal e correta.