Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 08/05/2021

Segundo o Ministério da Saúde, “os homens vivem, em média, 7,3 anos a menos que mulheres”. Tal dado mostra a baixa preocupação do homem quanto à saúde, evidenciando o problema de enfermidade pública. É por essa razão que a conscientização antrópica quanto a uma boa disposição física e mental, é de suma importância para uma sociedade desenvolvida. Nesse viés, é importante analisar o combate a uma concepção sociocultural arcaica e ao preconceito masculino quanto a saúde.

Constata-se, a principio, que, segundo a Teoria Multicausal, considera que características, comportamentais, fatores de risco, estilo de vida influenciam no aparecimento de doenças. Sob essa ótica, tal teoria afirma que concepções socioculturais de comportamento intervêmico nas disposições físicas e mentais do homem. Sendo assim, desde os primórdios, a figura do homem é retratada como extremamente forte, deixando de lado o ponto de vista biológico e fisiológico. Por conseguinte, a baixa procuração de médicos por nós masculinos, se da comportamento estrutural do homem como um aspecto vigoroso, influenciando no surgimento de doenças. Por isso, de acordo com o Sistema Único de Saúde, “a cada 3 mortes de adultos, 2 são de homens”. Diante das informações,

Ressalta-se, ademais, que a campanha nacional, Novembro Azul, tem o intuito de alertar e convidar a população para fazer o exame preventivo de câncer de próstata. Entretanto, o preconceito exercido pelos homens, faz com que, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), “foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes / ano em decorrência da doença no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019 ”. Como resultado de muitas vezes, o homem não buscar medidas preventivas para sua saúde, com o intuito de não ser acometido por tal doença, em razão de um preconceito diante da realidade deste exame. Desse modo, esse preconcepção deve ser combatido para uma maior conscientização do bem-estar do indivíduo masculino, pois é um absurdo permitir que essa repulsão esteja acima do direito à vida.

Infere-se, portanto, que os desafios para a conscientização social do bem-estar masculino é um trabalho árduo. Sendo assim, cabe como Secretarias estaduais de saúde, promover mais ações informativas e preventivas para uma boa disposição física e mental do homem, afim de reduzir o pensamento arcaico sociocultural e oferecer um melhor entendimento. Além disso, a família deve educar os filhos sobre o viés da importância da saúde, por meio de conversas e ensinamentos educacionais, buscando diminuir o preconceito exercido pelos visitantes masculinos. É bem provável que, dessa forma, tenhamos uma redução dos casos que afetem o bem-estar dos homens.