Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 09/05/2021

Apesar dos inúmeros avanços no campo da medicina, o problema da prevenção de doenças ainda persiste, sobretudo quando se trata da saúde masculina. De acordo com dados do IBGE, os homens brasileiros vivem em média sete anos a menos que as mulheres e apresentam maior propensão a certos tipos de doenças. Contudo, a conscientização da população masculina quanto ao cuidado com saúde ainda é dificultosa em razão do preconceito social e da falta de políticas públicas destinadas ao assunto.

Em primeira análise, pode-se evidenciar a questão cultural como uma das principais das causas que dificultam a prevenção de doenças. Segundo uma pesquisa levantada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, 20% dos pacientes não permitiram o exame do toque retal, enquanto que o exame sangue não enfrentou resistência. Esse dado demonstra que o preconceito ainda é forte em uma parcela da população e precisa ser combatido para que haja efetividade na prevenção de doenças mortais como o câncer de próstata.

Além disso, há ainda a falta de políticas públicas no Brasil acerca dos prejuízos enfrentados quando a saúde masculina é negligenciada. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2009 foram realizadas 52 milhões de consultas ginecológicas nos hospitais públicos, enquanto que apenas 3 milhões foram consultas urológicas. Essas informações apontam para um problema: a falta de campanhas públicas destinados ao combate às doenças masculinas, um vez que o assunto é apenas citado no mês de novembro e esquecido nos outros meses do ano.

Portanto, para que haja a amplo acesso à informação quanto à saúde masculina, o Ministério da Saúde deve, por meio de verbas públicas, promover campanhas conscientizadoras que alertam sobre a necessidade do cuidado com a saúde, de modo a impactar os homens, quebrando as barreiras culturais e promovendo o exame preventivo contra enfermidades que acometem, sobretudo, o indivíduo masculino como o câncer de próstata e doenças cardiovasculares.