Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 12/05/2021

A Constituição Federal de 1988 contempla a saúde como um direito social para todos os cidadãos brasileiros, sem distinção de sexo. Entretanto, é notório na sociedade hodierna os desafios para a conscientização quanto a saúde masculina. Nesse segmento, vale ressaltar a construção histórica e a falta de conhecimento voltado à saúde do homem, como contribuintes para o maior número de homens doentes.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a construção histórica da negligência quanto a saúde do homem reflete na sociedade hodierna, visto que à imagem masculina foi construída baseada em algo sólido e indestrutível. Desse modo, a figura utópica do homem, adjunta a um ideal preconceituoso de que os homens não necessitam de cuidados, resulta na ausência de uma cultura preventiva de doenças e consultas rotineiras ao médico. Tal que, vem aumentado o número de graves doenças relacionadas ao sexo masculino, segundo Ministério da Saúde a expectativa de vida do homem é cerca de 7 anos a menos que a da mulher. Sob tal perspectiva, fica evidente que a idealização histórica da figura masculina influenciada pelos preceitos do preconceito contribui para a falta de cuidado com a saúde do homem.

Outrossim, a falta de conhecimento voltado a saúde masculina é um desafio para a manutenção do bem-estar das pessoas do sexo masculino. Dessa maneira, a falta de conscientização e informações às doenças que atingem, principalmente, a sociedade masculina é um empecilho para a democratização do conhecimento acerca da saúde do homem. É indubitável, que o preconceito, a vergonha e a construção social a respeito do ideal masculino contribuem para a distância entre os homens e os consultórios médicos. Nessa perspectiva, uma pesquisa do Centro de Referência da Saúde do Homem apontou que cerca de 60% dos homens procuram consultas médicas apenas quando a doença está em estado avançado. Portanto, nota-se que a falta de conhecimento é um desafio para a manutenção do bem-estar masculino.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas mais abrangentes para superar os desafios voltados à conscientização da saúde do homem. Incube-se ao governo, por entremeio do Ministério da Saúde, investir na construção de centros médicos especializados na saúde masculina, a partir de verbas fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (órgão responsável por fiscalizar e aprovar os investimentos públicos). Ademais, cabe às mídias sociais intensificarem as campanhas de conscientização, como o Novembro Azul, voltadas à divulgação de cuidados com à saúde do homem. Feito isso, haverá na sociedade brasileira mais homens informados sobre os cuidados com à saúde.